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Nacional
ONG contra corrupção está a ser criada em PortugalQuarta-feira, 9 de Dezembro de 2009 - 19h50
Um grupo de peritos nacionais que se tem
destacado pelo estudo e denúncia da corrupção decidiu avançar com a criação de
uma associação, segundo notícia hoje publicada no Jornal de Notícias (JN). O
objectivo desta associação é pressionar o Governo e as instituições a maior
eficácia neste combate.
Não é a primeira vez que se tenta trazer para
Portugal um pólo da Transparência Internacional - uma organização
não-governamental criada em Berlim em 1993 e que todos os anos elabora o ranking
da percepção da corrupção em 180 países do Mundo - embora desta vez Luís de
Sousa, investigador do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de
Lisboa, com vários livros publicados sobre a matéria, acredite que a intenção vá
chegar a bom porto. No projecto estão envolvidas cerca de duas dezenas de
pessoas, entre elas o fiscalista Saldanha Sanches, os professores Adelino Maltêz
e Carlos Pimenta e o ex-vereador da Câmara do Porto Paulo Morais.
Luís de Sousa, presidente da comissão
instaladora da nova associação e que colabora frequentemente com a Transparência
Internacional (TI), explicou ao JN que o processo de acreditação da associação
junto da TI será feito de forma faseada e poderá demorar cerca de dois anos, mas
o grupo vai começar desde já a trabalhar.
A TI desafiou os investigadores portugueses a
participarem em dois projectos: um deles, a arrancar ainda este mês e com
duração de 15 meses, pretende estudar as regras e prazos de prescrição dos
crimes de corrupção nos 27 países da União Europeia. O outro, a iniciar em Junho
de 2010, pretende analisar a infra-estrutura de combate à corrupção em Portugal
e poderá incluir a análise da lei de financiamento dos partidos políticos, o
papel do Tribunal de Contas, os regimes de incompatibilidades e conflitos de
interesses e as regras dos concursos públicos. Levará dois anos e meio a ficar
pronto.
Para já, os projectos serão desenvolvidos no
ICS, mas a expectativa de Luís de Sousa é que possam passar, em breve, para a
alçada da associação, que não tem ainda nome definido e que irá trabalhar em
rede com outras organizações. O investigador explicou ao JN que o grupo “não tem
pressa” em constituir a associação e prefere que cada passo seja dado de forma
consolidada.
Segundo Luís de Sousa, esta associação terá
como principal missão “pressionar o Governo e as instituições privadas a
incorporarem nos seus modos de funcionamento práticas e métodos que combatam a
corrupção”, um fenómeno que, apesar de ter saltado para a discussão pública, é
ainda muito tolerado pelos portugueses, que o encaram de forma “permissiva”.
Por essa razão, outra das preocupações desta
associação é contribuir para a alteração das mentalidades em relação a este
fenómeno, para o fortalecimento da cidadania e da qualidade da governação
pública e privada em Portugal. Um dos objectivos da associação é que possa ser
constituído um gabinete de apoio ao cidadão na denúncia de casos de corrupção,
mas isso dependerá de haver parceria com alguma universidade, que permita pôr de
pé esse projecto.
Paulo Morais, ex-vereador da Câmara do Porto e
uma das vozes que têm denunciado a “generalização do fenómeno da corrupção em
Portugal”, explicou ao JN que aderiu a este projecto porque sente que, apesar de
ser um fenómeno que domina os media, “os seus caminhos ainda não são bem
percepcionados pelos portugueses”. E porque quer evitar que o combate siga a via
do “populismo”. Com Jornal de Notícias |
Contracorrente nº 10
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Alegre sobre as novas atitudes da esquerda face à actual crise
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que têm percorrido toda a Grécia. Veja o vídeo... Já está publicado o artigo de
Thalif Deen sobre a crise alimentar mundial.
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Contracorrente, que conta com a participação
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apresenta diversas análises sobre este mundo neoliberal no qual vivemos.
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