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Internacional
Conferência de Copenhaga “depositária das esperanças da Humanidade”Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009 - 20h55
A conferência climática de Copenhaga será a “depositária das
esperanças da Humanidade” durante as duas próximas semanas, declarou esta manhã
o primeiro-ministro dinamarquês Lars Loekke Rasmussen na abertura dos trabalhos,
perante 1200 delegados vindos de 192 países.
"O mundo está a depositar as suas esperanças
em vocês", disse Rasmussen, cujo país vai presidir à conferência até 18 de
Dezembro, dirigindo-se aos delegados presentes na sala Tycho Brahe do Bella
Center. Dela deverá sair um novo acordo mundial para combater o aquecimento
global.
“As
alterações climáticas não conhecem fronteiras. Nada discriminam. Afectam-nos a
todos. E se hoje estamos aqui é porque estamos todos determinados em agir”,
salientou.
“Este
acordo que convidamos todos os dirigentes a assinar afectará todas as nossas
sociedades em todos os seus aspectos”, notou. E, segundo Rasmussen, a missão
"está ao nosso alcance".
O chefe do Governo dinamarquês precisou ainda
que 110 chefes de Estado e de Governo, incluindo o Presidente norte-americano
Barack Obama, anunciaram já a sua presença em Copenhaga para o encerramento da
conferência, a 17 e 18 de Dezembro. No encontro, estes líderes vão tentar chegar
a acordo sobre as reduções das emissões de gases com efeito de estufa para os
países desenvolvidos até 2020 e recolher financiamento para ajudar os mais
pobres.
Yvo de Boer, secretário-executivo da Convenção
das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, apelou aos delegados de 192
países para se concentrarem "nas propostas práticas e sólidas, que permitam
lançar uma acção rápida" contra as alterações climáticas.
"O tempo das declarações e de esgrimir
posições já acabou: utilizem o trabalho já feito e transformem-no em actos",
afirmou.
À porta do edifício da conferência, activistas
pediram aos delegados que iam chegando que escolhessem passar por um de dois
portões: um verde onde se lia "Vote pela Terra" ou um vermelho "Aquecimento
Global". Outros entregavam aos delegados panfletos sobre o aquecimento global.
O Protocolo de Quioto vincula os países
industrializados a reduzir as suas emissões até 2012, a uma média de 5,2 por
cento, em relação aos níveis de 1990. Mas mesmo os seus apoiantes reconhecem a
insuficiência da meta para travar o aumento das temperaturas, especialmente
tendo em conta o facto de que os Estados Unidos se recusaram a ratificá-lo.
Desta vez, a ideia é envolver todos os grandes
emissores, incluindo a China e a Índia, para evitar mais secas, desertificação,
incêndios florestais, extinção de espécies e aumento do nível dos mares. O
encontro vai testar até que ponto as nações em desenvolvimento vão insistir nas
suas posições, nomeadamente a exigência de os países ricos reduzirem as emissões
em, pelo menos, 40 por cento até 2020. Uma meta superior àquelas que estão em
cima da mesa. Com Publico.pt |
Contracorrente nº 10
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