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Nacional
Freeport: Primo garante que José Sócrates conhecia Charles SmithSábado, 16 de Maio de 2009 - 17h49
José Sócrates conhecia Charles Smith e Manuel Pedro, disse Hugo Monteiro ao semanário “Expresso”, contrariando assim as declarações do seu primo no âmbito do processo de alegada corrupção no licenciamento do outlet Freeport em Alcochete caso Freeport. O jornal viajou até à China onde Hugo Monteiro está a aprender Kung Fu. Hugo Monteiro, que só deve voltar a Portugal no Natal, disse ao jornal que ficou com a impressão de que Sócrates conhecia Smith e Pedro. "Eu acho que eles tiveram uma reunião juntos. Pelo menos foi o que o meu pai me transmitiu". Uma vez num café, Hugo Monteiro tentou contar ao primo Sócrates que ia utilizar o grau de parentesco para fechar um negócio mas não lhe pediu autorização para o fazer. "O meu primo não me autorizou e provavelmente não me autorizaria se eu lhe pedisse", contou ao "Expresso". Monteiro inventou ainda um email com o nome de Sócrates "na tentativa de ganhar um cliente a todo o custo" e hoje reconhece que tem de lhe pedir desculpa. Durante aquela conversa disse-lhe, então, que estava a fazer um projecto para a Freeport e que "estava a falar com aquelas pessoas que ele já conhecia", contou Monteiro, referindo-se às pessoas "que representavam a Freeport: Charles Smith e Manuel Pedro". No entanto, acrescenta, "não falámos de nomes em concreto. O meu primo falou com tanta gente quando era ministro [do Ambiente] que admito que não se lembre dessas duas pessoas especificamente". Quando lhe perguntaram se acredita na inocência do primo, Monteiro respondeu: "tenho a certeza". O processo está relacionado com suspeitas de corrupção na alteração à Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo (ZPET) decidida três dias antes das eleições legislativas de 2002 através de um decreto-lei. O caso tornou-se público em Fevereiro de 2005, quando uma notícia do jornal “O Independente”, a escassos dias das eleições legislativas, divulgou um documento da Polícia Judiciária. José Sócrates, então líder da oposição, estava descrito no documento como um dos suspeitos por ter sido um dos subscritores daquele decreto-lei quando era ministro do Ambiente. Posteriormente, a Polícia Judiciária e a Procuradoria-Geral da República negaram qualquer envolvimento do então candidato a primeiro-ministro no caso Freeport. Em Setembro passado, o processo do Freeport passou do Tribunal do Montijo para o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), liderado pela procuradora-geral adjunta Cândida Almeida. Os empresários Charles Smith e Manuel Pedro foram constituídos arguidos no âmbito das investigações ao "caso Freeport", disse a advogada Paula Lourenço, que defende os dois, em Fevereiro. Com Publico.pt |
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