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Internacional
Parlamento iraquiano ratifica pacto com os EUA que prevê retirada até 2011
Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008 - 20h54


Nouri al-Maliki
(Ceerwan Aziz/Reuters)

O Parlamento iraquiano ratificou hoje o muito aguardado pacto de segurança acordado com os EUA, ao abrigo do qual se prevê a retirada das tropas americanas do país, o mais tardar, até ao final de 2011.

Os deputados iraquianos aprovaram o acordo por 149 votos, segundo o presidente do Parlamento, Mahmoud Mashhadani.

Para os EUA e para o Iraque esta aprovação é um marco importante na era pós-ocupação americana. Este novo acordo ocorre a cerca de um mês do de expirar o mandato das Nações Unidas que actualmente regula a actuação das tropas norte-americanas no Iraque, a 31 de Dezembro.

O novo pacto estabelece que todas as forças americanas deverão sair de todas as cidades iraquianas até ao dia 30 de Junho do próximo ano e deverão abandonar definitivamente o Iraque até ao dia 31 de Dezembro de 2011.

Paralelamente, os iraquianos irão igualmente pronunciar-se acerca deste acordo, foi ontem anunciado. O Governo iraquiano decidiu submeter o pacto a referendo, que deverá ocorrer a 30 de Julho, ou seja, meio ano depois da sua entrada em vigor. Não é certo o que acontecerá se o acordo for chumbado na consulta popular.

Com a aprovação do acordo pelo Parlamento, o primeiro-ministro Nuri al-Maliki conseguiu dos americanos um calendário claro de retirada e a garantia de que os EUA não deixarão bases permanentes no Iraque.

Este acordo não, bloqueia, porém, os futuros acontecimentos a uma saída compulsiva até 2011. O governo do primeiro-ministro Nuri al-Maliki, ou o seu sucessor, poderá negociar posteriormente, em separado, um acordo com os americanos permitindo-lhes ficar no Iraque mais tempo do que o acordado, se a situação no terreno não for estável, avança o "New York Times".

O pacto dá ao Iraque alguma liberdade de movimentos e considerável autonomia para dizer às tropas americanas o que podem e não podem fazer no país, incluindo limitar a autonomia das tropas para fazer rusgas a casas e edifícios, bem como limitar a capacidade de retenção de suspeitos.

Com Publico.pt

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